terça-feira, 4 de março de 2014

Há tombos 
que
nos colocam
de
pé.

Lívia Pereira

domingo, 2 de março de 2014

Fim do Mundo

As portas se quebraram e não fechavam como antes, assim como jamais abrirão novamente
As ruas não eram mais ruas, somente caminhos devorados pela destruição inclemente.
Os vidros turvaram e levaram consigo toda a reflexão e as imagens dos seres
Casas, automóveis e lojas, nada mais existiam, era o fim.
O fim para o fim que assim sucedeu-se em peremptórias exigências confusas
Quando o céu desabou do firmamento, não havia certeza do momento
Ainda assim, tudo se extinguia numa odisséia de brilhos tremeluzentes
Que faziam o ser se chocar, pois o que realmente se observa
Embora tenhas externo todo evento quintessencial
É o que de mais importante é e determina e termina o ocaso
De tantos e um só que nem se conta com os dedos
É, e os dedos também se foram, nem sequer para apontar servem mais.


(Criado por Sérgio Carlos às 23 horas e 11 minutos, do dia 02 de fevereiro de 2014)











quinta-feira, 23 de janeiro de 2014

Sem ter pra quê

Enfim, assim, sou eu, aqui.
Sem mais, nem mais, pra quê, de mim.
Com sorte for, quem é pra si.
Se não, tiver, afim de ti.

(Criado por Sérgio Carlos às 15 horas e 30 minutos, da tarde, do dia 23 de janeiro de 2014)

segunda-feira, 13 de janeiro de 2014

Navegando em noites traiçoeiras,
 percebo que o mar não é tão forte assim.
 Forte é a saudade que arde no meu peito sussurrando amor.
Amor que é sincero e verdadeiro, ingênuo por acreditar que o sofrimento terá fim.
No fundo eu reconheço, as vezes finjo que esqueço que nem o oceano tem pena de mim.

Por: RAfael araujo.

domingo, 29 de dezembro de 2013

Solidão

É nestes momentos que perfaço meu ser
Introduzo a voz imperativa sobre o viver
Aguardando o vitorioso clamor de esperança
Festejando silencioso como uma eterna criança
Anteparo que se reveste de luz
Olho para trás e vejo para onde fui
Conquanto deixaste de beber, os copos de álcool continuam do lado
E nunca fará uma verdade tão bela, de um gostoso destilado
Ah! Defesa pura de meu corpo, resista contra si
Para que a mão covarde, não dê um fim
Vivenciando a verdade de que a vida precisa de mais
Dinheiro, paixão e ostentação não ganham casais.
Deixe acontecer...sim. Deixe-me viver como queira
Mas não me abandone sozinho no abismo da beira
O perigoso fórceps não pode ser deteriorado
A vida é muito mais que um bem acabado.

(Criado por Sérgio Carlos às 13 horas e 58 minutos da tarde do dia 29 de dezembro de 2013)

quinta-feira, 26 de dezembro de 2013

Índigo

Você que se acha petulante por não querer vivenciar o que há de bom
Instabilizas o que antes fora belo, ao bel prazer de tuas vontades
Não sabes o quão bom é sorrir ao verde singelo das clareiras rasteiras
Respirar o que mal dizes com tuas palavras fugazes
Você, que precisas entender isso e aquilo, para tanto e porquanto fizer
O que achas que deves ser bom, não necessariamente cauteloso
Mas primorosamente à frente de ambos os tratos puros que são vigentes.
Pare de uma vez por todas suas perfídias e falsidades.
Elas não afetam ninguém, além do mundo criado em sua cerne.
A maior influência da felicidade inexistente vem de dentro
São tijolinhos de saber que se remontam como uma imensa forma castelar
Aglutinados pelo acimentado social que permeia tua volta
Fique bem...você que só pensa em si.
Besta, atrelado à caricaturas carnais que de nada servem à ti.
Liberte-se, pois isso o prende naturalmente ao nada cíclico que existe.
Tolo! Cá estou eu a te falar o que sabes e você a passar adiante
Pois o que sabes da vida é muito mais que um livro de pássaros 
Ou o canto falsetiado de um tenor vigoroso
Ha! E ainda temes o que não sabes
Angaries mais do que precisas
A sabedoria nunca é egoísta, você...ah sim, você é
Você, moço, incauto, índigo, colosso e visceral
Observa-te hoje e sempre pois nem sempre a voz da razão chegará...

(Criado por Sérgio Carlos às 4 horas e 25 minutos da manhã do dia 27 de dezembro de 2013)

Quando eles dormem...

E quando todos dormem eu me livro, me acho, acabo um capacho
E enquanto eles dormem eu crio, rio de mim, sem fim, no ato
Na noite tudo se perfaz, sinuosamente pela pérfida escuridão da solidão
Ao mesmo tempo que me acho, me perco.
Uma linha tênue separa os lados da moeda que nunca se separam
A mão que acoberta e levanta é a mesma que arremessa e maltrata.
Enquanto todos dormem eu cresço em mim, somente para mim e mais ninguém.
E quando esses tais dormem, vivo a chorar, carente em uma noite onerosa por demais.
Avilta-se as vicissitudes da alma para que liberta, voe por todos os padrões.
Vigora sim, enquanto charco, pois ali crescem em mim a vida.
Que antes não pude saber, por não querer morrer de novo.
Assim, hoje, enquanto eles dormem eu posso errar
Mas também creio na virtude fidedigna de todos nós
Forçosamente ainda me vejo preso no passado das eras monstruosas
E quando eles dormem me vejo aqui sozinho, triste, livre e feliz
Para quem sabe um dia saberem quem fui, ou quem sabe
Saberem quem deixei de ser em uma guerra interna de meu ser

(Criado por Sérgio Carlos às 4 horas da manhã do dia 27 de dezembro de 2013)

segunda-feira, 4 de novembro de 2013

Orquestra

Hoje eu contei minhas moedas, mas não tive coragem de jogá-las ao chão
Com tantas vãs idéias, prefiro ater-me ao ser cristão
Porquanto esperneava-se a altura de tudo
O viril consterna a agrura do mundo
E eu aqui, não mais insosso quanto pensaras
Via o amanhecer que entrara
Forte e sublime como as sementes carregadas pelo vento
O padrão nos leva à vida, seu puro intento
Asoberba-me clareza de tudo
Para que esteja preparado e nunca sejas imundo
Pois aquilo que estavas conosco, já se fora
E o que restou, pedaços da dourada coroa
Enfim estamos aqui, para todo o sempre que nos resta
Não deixando a meada do fio cair, cantando juntos na mesma orquestra.

(Sérgio Carlos)

sábado, 2 de novembro de 2013

Jujubas caindo dos pacotes
E o norte de tua estrada desaparece...
Sabes por que te desmereces?
Porque não entendes que doces tão pequenos te fazem sorrir
E só pedem a ti que sorria...
Revele tua alegria e evite mil problemas
Sorria com os dilemas que tens enfrentado...
Amigo meu, problemas todos têm




Sejas feliz também, mesmo em meio a lágrima
Pois ainda tens olhos abertos pra enxergar a solução...
Não enxergue o "não" como batalha
Não veja como dor o corte da navalha
Veja como progresso.
Pois há pouco tempo,
Pra cortar, nem faca havia
Pra banhar, apenas a água fria...
Pra caminhar, pés no chão...
Hoje há tanto mais
E ainda choras, lamentas????
Pensa bem se o que traz aí dentro
Não é o que condenas a si mesmo
E se traduz em solidão.



Lívia Pereira


Senhor, ajude-me a nunca selecionar as pessoas. Pois posso distanciar de mim justamente as que mais precisarão de minhas palavras, de meu afeto, de meus conselhos, de mim, enfim.
Lívia Pereira.