sábado, 19 de julho de 2014

Palavras ácidas jamais farão um pecador recuar. APENAS O AMOR nos torna dispostos a mudar, apenas o amor nos dá o gosto sagrado de descobrir onde termina o ponto de luz que se encontra num abraço! Apenas o amor cura dores de cabeça latejantes, apenas o amor estabelece a disciplina de maneira saudável, apenas o amor nos coloca de joelhos diante de Deus. Apenas o amor nos torna doces diante do amargor do sofrimento. Se deseja tanto assim não ter mais que comentar as quedas que assiste sorrindo, AME mais, disponha-se a levantar o irmão que cai, em lugar de lançar veneno no teu bater de palmas. O espetáculo não é a parte do show que vc assiste mastigando esse chiclete já tão sem gosto da crucificação do outro. O espetáculo é quando você decide ser menos medíocre e aceita ser filho de DEUS.
Lívia Pereira.

quarta-feira, 18 de junho de 2014

Papel

E de tudo viro papel
Daqueles sujos que se escrevem bem devagar pra caber
Rasgando-me por entre os fios só por destacar-me entre os demais
Com tantas dobraduras guardando segredos e sinais de amor
Pintado de variadas cores que me embelezam...

E a cada linha fria e levemente azulada ou escura
Existo nos tremores das mãos
Persisto, mantendo-me firme ante aos pingos salgados da boca
E no final da usura, guardo-me
Mantendo a mais nobre história e o mais lindo aprendizado do ser.

Metade das lágrimas derramadas no convés
foram lançadas nas ondas....
Bem ali onde não há mais como separar
o que é lágrima tua
e o que é água de mar.

Lívia Pereira.

terça-feira, 29 de abril de 2014

Tanto

Eis-me aqui sozinho
Inflado e mudo, cálido e morno.
Adernando sem carinho
Eis-me aqui feio, jogado aos cantos da sala
Vidente aos que de boa fé me aprazem
Perdendo pouco a pouco a relapsia
Um dia ei de gritar, verdade morena aos que pouco entendem
Um dia ei de saltar, para a vida como a querem
Mas hoje não
Hoje a tristeza descabida faz parte de mim
Hoje a aurora carente de idéias permeia meu corpo solicito
Tanto

(SÉRGIO CARLOS)

terça-feira, 4 de março de 2014

Há tombos 
que
nos colocam
de
pé.

Lívia Pereira

domingo, 2 de março de 2014

Fim do Mundo

As portas se quebraram e não fechavam como antes, assim como jamais abrirão novamente
As ruas não eram mais ruas, somente caminhos devorados pela destruição inclemente.
Os vidros turvaram e levaram consigo toda a reflexão e as imagens dos seres
Casas, automóveis e lojas, nada mais existiam, era o fim.
O fim para o fim que assim sucedeu-se em peremptórias exigências confusas
Quando o céu desabou do firmamento, não havia certeza do momento
Ainda assim, tudo se extinguia numa odisséia de brilhos tremeluzentes
Que faziam o ser se chocar, pois o que realmente se observa
Embora tenhas externo todo evento quintessencial
É o que de mais importante é e determina e termina o ocaso
De tantos e um só que nem se conta com os dedos
É, e os dedos também se foram, nem sequer para apontar servem mais.


(Criado por Sérgio Carlos às 23 horas e 11 minutos, do dia 02 de fevereiro de 2014)











quinta-feira, 23 de janeiro de 2014

Sem ter pra quê

Enfim, assim, sou eu, aqui.
Sem mais, nem mais, pra quê, de mim.
Com sorte for, quem é pra si.
Se não, tiver, afim de ti.

(Criado por Sérgio Carlos às 15 horas e 30 minutos, da tarde, do dia 23 de janeiro de 2014)

segunda-feira, 13 de janeiro de 2014

Navegando em noites traiçoeiras,
 percebo que o mar não é tão forte assim.
 Forte é a saudade que arde no meu peito sussurrando amor.
Amor que é sincero e verdadeiro, ingênuo por acreditar que o sofrimento terá fim.
No fundo eu reconheço, as vezes finjo que esqueço que nem o oceano tem pena de mim.

Por: RAfael araujo.

domingo, 29 de dezembro de 2013

Solidão

É nestes momentos que perfaço meu ser
Introduzo a voz imperativa sobre o viver
Aguardando o vitorioso clamor de esperança
Festejando silencioso como uma eterna criança
Anteparo que se reveste de luz
Olho para trás e vejo para onde fui
Conquanto deixaste de beber, os copos de álcool continuam do lado
E nunca fará uma verdade tão bela, de um gostoso destilado
Ah! Defesa pura de meu corpo, resista contra si
Para que a mão covarde, não dê um fim
Vivenciando a verdade de que a vida precisa de mais
Dinheiro, paixão e ostentação não ganham casais.
Deixe acontecer...sim. Deixe-me viver como queira
Mas não me abandone sozinho no abismo da beira
O perigoso fórceps não pode ser deteriorado
A vida é muito mais que um bem acabado.

(Criado por Sérgio Carlos às 13 horas e 58 minutos da tarde do dia 29 de dezembro de 2013)

quinta-feira, 26 de dezembro de 2013

Índigo

Você que se acha petulante por não querer vivenciar o que há de bom
Instabilizas o que antes fora belo, ao bel prazer de tuas vontades
Não sabes o quão bom é sorrir ao verde singelo das clareiras rasteiras
Respirar o que mal dizes com tuas palavras fugazes
Você, que precisas entender isso e aquilo, para tanto e porquanto fizer
O que achas que deves ser bom, não necessariamente cauteloso
Mas primorosamente à frente de ambos os tratos puros que são vigentes.
Pare de uma vez por todas suas perfídias e falsidades.
Elas não afetam ninguém, além do mundo criado em sua cerne.
A maior influência da felicidade inexistente vem de dentro
São tijolinhos de saber que se remontam como uma imensa forma castelar
Aglutinados pelo acimentado social que permeia tua volta
Fique bem...você que só pensa em si.
Besta, atrelado à caricaturas carnais que de nada servem à ti.
Liberte-se, pois isso o prende naturalmente ao nada cíclico que existe.
Tolo! Cá estou eu a te falar o que sabes e você a passar adiante
Pois o que sabes da vida é muito mais que um livro de pássaros 
Ou o canto falsetiado de um tenor vigoroso
Ha! E ainda temes o que não sabes
Angaries mais do que precisas
A sabedoria nunca é egoísta, você...ah sim, você é
Você, moço, incauto, índigo, colosso e visceral
Observa-te hoje e sempre pois nem sempre a voz da razão chegará...

(Criado por Sérgio Carlos às 4 horas e 25 minutos da manhã do dia 27 de dezembro de 2013)