sexta-feira, 10 de outubro de 2014

Leve

E quando cheguei não sabia nada
Quando plantei, não achei que colheria nada
E quando corri, não achei que cairia na estrada
Por sorte vivenciei, o choro em mim deságua
Enquanto senil, atento ao fim da morada
Portanto jovial, à chegada da manada
Entretanto não cansei, não esqueci a data

Dos vislumbres que tive
Da sorte que me brindou
Da vida que se abundou 
Sempre em mim e eternamente
Tendo em mim, latente
O véu dos negrumes silentes
Nunca hão de entumecer-me
Serei leve
Sempre leve

(Sérgio Carlos)

terça-feira, 2 de setembro de 2014

Vagante

Vaga fria vagante, serena e de tanto vagar
Estavas nua e de tanto cantar, estavas crua e nua novamente.
Corredeira fria de dentro de mim, estejas dentro de mim
Para que o mais puro aqui se torne forte e frio, eterno.
Enquanto choro as águas que exprimem minha dor
Exponho a nascente do meu coração
Para que meus olhinhos brilhem furta-cor
E não seja mais nada
A não ser o que vive dentro de mim
Que se retorce a cada itinerário
Procurando centavo a centavo o valor
Crítico valor moral, que se exprime em absoluta verdade

Quem o torna é.
(Sérgio Carlos)

A luta

E o desejo me consome, me come, desonre.
Assim não haverá despesa, que seja, tristeza.
Onde tudo fora vítima, e a filha, indigna.
Caifás demorará a acordar, letreiros respondem no ar.
Onde a fé remonta cachinhos, e o vento os leva em moinhos.
Que o desejo da vida rotunda, singela, mas fria como bruma.
Não nos exaspere malícia, contida nos altos, milícias.
Mas antes que lhe digo, ambíguo, sejas menino.
Sejas beleza, vereda, que te leve à mesa.
Caminho sempre percurso, pelúcio, discurso

Variando as cadeias do falar, lutando contra o estar.
(Sérgio Carlos)

sábado, 19 de julho de 2014

Palavras ácidas jamais farão um pecador recuar. APENAS O AMOR nos torna dispostos a mudar, apenas o amor nos dá o gosto sagrado de descobrir onde termina o ponto de luz que se encontra num abraço! Apenas o amor cura dores de cabeça latejantes, apenas o amor estabelece a disciplina de maneira saudável, apenas o amor nos coloca de joelhos diante de Deus. Apenas o amor nos torna doces diante do amargor do sofrimento. Se deseja tanto assim não ter mais que comentar as quedas que assiste sorrindo, AME mais, disponha-se a levantar o irmão que cai, em lugar de lançar veneno no teu bater de palmas. O espetáculo não é a parte do show que vc assiste mastigando esse chiclete já tão sem gosto da crucificação do outro. O espetáculo é quando você decide ser menos medíocre e aceita ser filho de DEUS.
Lívia Pereira.

quarta-feira, 18 de junho de 2014

Papel

E de tudo viro papel
Daqueles sujos que se escrevem bem devagar pra caber
Rasgando-me por entre os fios só por destacar-me entre os demais
Com tantas dobraduras guardando segredos e sinais de amor
Pintado de variadas cores que me embelezam...

E a cada linha fria e levemente azulada ou escura
Existo nos tremores das mãos
Persisto, mantendo-me firme ante aos pingos salgados da boca
E no final da usura, guardo-me
Mantendo a mais nobre história e o mais lindo aprendizado do ser.

Metade das lágrimas derramadas no convés
foram lançadas nas ondas....
Bem ali onde não há mais como separar
o que é lágrima tua
e o que é água de mar.

Lívia Pereira.

terça-feira, 29 de abril de 2014

Tanto

Eis-me aqui sozinho
Inflado e mudo, cálido e morno.
Adernando sem carinho
Eis-me aqui feio, jogado aos cantos da sala
Vidente aos que de boa fé me aprazem
Perdendo pouco a pouco a relapsia
Um dia ei de gritar, verdade morena aos que pouco entendem
Um dia ei de saltar, para a vida como a querem
Mas hoje não
Hoje a tristeza descabida faz parte de mim
Hoje a aurora carente de idéias permeia meu corpo solicito
Tanto

(SÉRGIO CARLOS)

terça-feira, 4 de março de 2014

Há tombos 
que
nos colocam
de
pé.

Lívia Pereira

domingo, 2 de março de 2014

Fim do Mundo

As portas se quebraram e não fechavam como antes, assim como jamais abrirão novamente
As ruas não eram mais ruas, somente caminhos devorados pela destruição inclemente.
Os vidros turvaram e levaram consigo toda a reflexão e as imagens dos seres
Casas, automóveis e lojas, nada mais existiam, era o fim.
O fim para o fim que assim sucedeu-se em peremptórias exigências confusas
Quando o céu desabou do firmamento, não havia certeza do momento
Ainda assim, tudo se extinguia numa odisséia de brilhos tremeluzentes
Que faziam o ser se chocar, pois o que realmente se observa
Embora tenhas externo todo evento quintessencial
É o que de mais importante é e determina e termina o ocaso
De tantos e um só que nem se conta com os dedos
É, e os dedos também se foram, nem sequer para apontar servem mais.


(Criado por Sérgio Carlos às 23 horas e 11 minutos, do dia 02 de fevereiro de 2014)











quinta-feira, 23 de janeiro de 2014

Sem ter pra quê

Enfim, assim, sou eu, aqui.
Sem mais, nem mais, pra quê, de mim.
Com sorte for, quem é pra si.
Se não, tiver, afim de ti.

(Criado por Sérgio Carlos às 15 horas e 30 minutos, da tarde, do dia 23 de janeiro de 2014)